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	<title>Confabulando</title>
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	<description>&#34;Pensações&#34; da psicóloga carioca Thays Babo</description>
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		<title>Jung</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 02:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um método perigoso, filme dirigido por David Cronenberg, tem como mérito ajudar grande parte dos espectadores a conhecer um pouco mais o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Mesmo tendo se passado pouco mais de um século da publicação de seus primeiros escritos, ainda há muita confusão ainda sobre o papel de Jung na História da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Um método perigoso</em>, filme dirigido por David Cronenberg, tem como mérito ajudar grande parte dos espectadores a conhecer um pouco mais o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Mesmo tendo se passado pouco mais de um século da publicação de seus primeiros escritos, ainda há muita confusão ainda sobre o papel de Jung na História da Psicologia.<br />
<br />
Grande parte do filme gira em torno de um relacionamento amoroso de Jung, significativo porém bastante controverso (detalhes mais à frente, depois do <em>trailer</em>  &#8211; como sempre, só recomendo que veja se não quiser perder o fator surpresa). Este mesmo relacionamento, com uma ex-paciente, já tinha sido abordado em <em>Jornada da Alma</em>, porém, no antecessor, com  maior foco em cima dela: Sabina Spielrein, que se tornou mais tarde uma das primeiras psicanalistas.  A seguir, o <em>trailer</em> de <em>Jornada da Alma</em> (infelizmente, com legendas em francês):<br />
<BR></p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/videoseries?index=39&#038;list=PLCC8F645CA8C5592D" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p> <BR><br />
<em>Um método &#8230; </em> também aborda o embate entre Freud e Jung, a discordância entre ambos em vários assuntos fundamentais na criação da Psicanálise, narrada em alguns capítulos da autobiografia de Jung (Memórias, sonhos, reflexões). Freud admirava Jung e esperava que ele viesse a ser seu &#8216;príncipe herdeiro&#8217;, dando continuidade à sua obra. Por não ser judeu e ter uma boa entrada no meio acadêmico, Jung seria fundamental para Freud &#8211; porém, ao &#8216;renunciar&#8217; ao posto de herdeiro, nunca mais tiveram um relacionamento cordato ou de amizade.<br />
<BR></p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/SmU0oL0Iswc?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p> <BR><br />
Os cursos de graduação de Psicologia &#8211; no Rio de Janeiro, pelo menos &#8211; não dão muito espaço à Psicologia Junguiana e com isto algumas &#8216;inverdades&#8217; ainda se mantêm como &#8216;verdades absolutas&#8217;. Há ainda quem classifique  Jung apenas como psicanalista, ignorando sua contribuição com importantes conceitos para a psicologia; fundando inclusive a Psicologia Analítica. Os mais radicais se alinham a Freud, que o considerou um  um traidor &#8211; por ter rompido com seu projeto de continuidade. Uma das principais divergências entre os dois era a ênfase que Freud colocava na sexualidade, desconsiderando outros aspectos relevantes &#8211; como, por exemplo, a religiosidade.<br />
<br />
Então, o filme deve ser visto pelo seu aspecto histórico, por retratar bem o momento inicial da Psicanálise e da Psicologia Analitica, abordagens que mudaram a forma de ver o mundo. Desmitifica um bocado a figura de Jung &#8211; apesar de provavelmente ser  um pouco reducionista. O meio junguiano pode voltar-se a discutir questões éticas, porém , o primordial é conseguirem enxergar Jung como humano, simplesmente.<br />
<br />
E você? Assistiu ao filme? Ou a ambos? Deixe sua opinião: basta clicar no título para abrir a caixinha de comentários, aqui embaixo.<br />
</strong><br />
__________________<br />
<br />
Thays Babo é psicóloga e atende no Centro do Rio.<br />
 <BR></p>
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		<title>Shame (ainda em construção &#8211; volte depois)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 13:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<category><![CDATA[compulsão sexual]]></category>
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		<description><![CDATA[Muito bem falado pela crítica, Shame não é um filme light. Denso, incomoda. Quem vai atraído pelo tema &#8211; compulsão sexual -, achando que é um filme erótico, pode se decepcionar. Há cenas de sexo, sim, e o falado  nu frontal do ator alemão, Michael Fassbender, mas os conflitos do personagem são bem mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Muito bem falado pela crítica,<em> Shame</em> não é um filme<em> light</em>. Denso, incomoda. Quem vai atraído pelo tema &#8211; compulsão sexual -, achando que é um filme erótico, pode se decepcionar. Há cenas de sexo, sim, e o falado  nu frontal do ator alemão, Michael Fassbender, mas os conflitos do personagem são bem mais interessantes. Ao menos para mim, como psicóloga&#8230; <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Fassbender foi premiado em Veneza como melhor Ator (ele  também  interpretou o psiquiatra suíço Jung no filme &#8220;<em>Um método perigoso</em>&#8220;). A crítica não poupou elogios, apesar da Academia  ter &#8216;esquecido&#8217; de indicá-lo como Melhor Ator&#8230;<br />
<img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-3VOkyZM_7Tc/TrMLlWI0JEI/AAAAAAAADWM/uK6KXos6Gw8/s1600/shame-french-movie-poster-filme+fassbender+2012.jpg" class="alignright" width="450" height="600" /><br />
Não planejava  escrever sobre o filme, até ouvir uma entrevista de uma famosa psicóloga carioca, que reduziu toda a complexa problemática do protagonista, Brandon, dizendo que seu problema  não era a compulsão sexual (ao que me pareceu, ela nem acredita neste conceito) mas sim a culpa e a repressão da nossa cultura. Cheguei a pensar que ela não assistiu ao mesmo filme que eu. Confesso que, ao ouvir isto, fiquei muito indignada. Moralismos à parte, ser reducionista a tal ponto, em  uma questão destas é, para mim, uma conduta irresponsável. Comportamentos compulsivos muitas vezes além dos vários problemas que trazem para a vida do indivíduo (na vida familiar, amorosa e profissional) implicam também , muitas vezes, em  descuido com a saúde sexual. Ouvir este tipo de &#8216;opinião&#8217; pode fazer um estrago e tanto. Quem vai dar conta destas consequências? Enfim, é um assunto a ser entendido e, caso seja mesmo o caso, que se procure ajuda para tratar a compulsão.<br />
<br />
Então a primeira pergunta é:  existe compulsão sexual? Aliás, antes disto: o que é compulsão?<br />
<br />
Resumidamente, uma compulsão é um comportamento que não pode ser evitado e interfere nas  atividades da pessoa compulsiva. Não é algo <em>eletivo</em>, que se escolhe ou não fazer. Com isto, traz prejuízos no dia-a-dia, na sua rotina, já que não se consegue evitar. A compulsão pode ser por comida, por bebida, por drogas, jogos. Ou por sexo. Ou tudo isto junto. Maiores detalhes no site: <a href="http://facebuug.blogspot.com.br/2012/03/sem-cura-compulsao-sexual-pode-destruir.html">http://facebuug.blogspot.com.br/2012/03/sem-cura-compulsao-sexual-pode-destruir.html</a><br />
<br /> Em <em>Shame</em>, Brandon é compulsivo por sexo. (Outro filme excelente que inicia com o tema, mas, infelizmente depois envereda por outro caminho, virando um <em>thriller</em>, é o espanhol &#8220;Entre as pernas&#8221;, com Javier Bardem e Victoria Abril. Se bem que desconfio que no outro, os dois protagonistas não são exatamente compulsivos &#8211; mas certamente este é o caso de Brandon, como fica claro ao final de <em>Shame</em>).<br />
<br />
Com isto, &#8216;consome&#8217; e é consumido pelo sexo. Em sua casa, recebe garotas de programa, tem inúmeros dvds pornôs, acessa sites pornográficos. No trabalho, também não consegue se conter: quando o desejo vem no meio da jornada de trabalho, recorre à masturbação. Não consegue ter relacionamentos duradouros com nenhuma mulher. As cenas, porém , não são tão eróticas assim, pois a angústia do personagem aparece o tempo toda nelas. O desespero bate com a chegada da irmã, , interpretada por Carey Mulligan (de <em>Educação</em>). Cantora, se instala, de uma hora para outra, e sem convite, no apartamento do irmão. Ela está, mais uma vez, ótima . Percebe-se que o vínculo entre os irmãos é muito mais complexo, só que as dúvidas sobre o que aconteceu no passado ficam no ar:  não há grandes explicações e nenhum psi em cena, ninguém com quem Brandon se abra e expresse o que sente em relação à irmã. Aparentemente, só o incômodo de ter de dividir o apê temporariamente e ter de replanejar sua rotina. A irmã o provoca e parece despertar desejos incestuosos &#8211; que não são expressos nem concretizados &#8211; no presente, pelo menos. Confira um raro <em>trailler</em>, que não entrega todo o roteiro:<br />
<BR></p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/zQjeHg926A0?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><BR><br />
E você ? O que achou do filme? Aguardo sua opinião &#8211; basta clicar no título do filme, no alto.<br />
</strong><br />
________________<br />
<br />
Thays Babo é psicóloga, Mestre em Psicologia Clínica e atende no Rio de Janeiro<br />
<BR></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Programando&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 13:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em breve resenharei o último filme ao qual assisti: Shame. É um filme que incomoda, e já estava até esquecendo dele &#8211; apesar do tema interessantíssimo. Porém, esta semana ouvi um comentário numa rádio aqui do Rio, de uma famosa psi e achei tão reducionista que fiquei inspirada&#8230;

Então, aguarde, em breve aqui no Confabulando.


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Em breve resenharei o último filme ao qual assisti: <em>Shame.</em> É um filme que incomoda, e já estava até esquecendo dele &#8211; apesar do tema interessantíssimo. Porém, esta semana ouvi um comentário numa rádio aqui do Rio, de uma famosa psi e achei tão reducionista que fiquei inspirada&#8230;<br />
<br />
Então, aguarde, em breve aqui no<em> Confabulando</em>.</strong><br />
<BR><br />
<img alt="" src="http://ffw.com.br/noticias/files/2011/12/shame02.jpg" class="aligncenter" width="628" height="472" /></p>
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		<title>Egos no alto</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 00:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Se você ainda não assistiu a O Artista, está perdendo tempo. Unanimidade de crítica, o filme recebeu vários prêmios internacionais e alguns dos Oscars mais importantes de 2012 (Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Diretor). O que não deixa de ser surpreendente: preto e branco, mudo  e com uma produção franco-belga, faturou na terra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Se você ainda não assistiu a <em>O Artista</em>, está perdendo tempo. Unanimidade de crítica, o filme recebeu vários prêmios internacionais e alguns dos Oscars mais importantes de 2012 (Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Diretor). O que não deixa de ser surpreendente: preto e branco, mudo  e com uma produção franco-belga, faturou na terra do Tio Sam, com um ator francês no papel título. Torço para que você não se renda a preconceitos tolos e vá conferir: é muito improvável que você se arrependa de investir 100 minutos assistindo à película.</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://www.cksfilmes.com/wp-content/uploads/2012/02/filme-o-artista.jpg" alt="" width="392" height="576" /></strong></p>
<p><strong>Para os cinéfilos, talvez o principal seja a homenagem que<em> O Artista</em> faz  ao início do cinema. De certa forma histórico, mostra o momento em que os estúdios começaram a investir nas produções sonorizadas e o declínio de um aclamado ator do cinema mudo: George Valentin (nome  em homenagem a Rudolph Valentino? não sei, não pesquisei muito sobre o filme para escrever este post&#8230;.).  Pessoas românticas também sairão satisfeitas, pelo clima  &#8220;comédia romântica&#8221;. Os que amavam os musicais de Hollywood também.<br />
<br />
Se você costuma visitar o<em> Confabulando</em>, já  deve ter percebido que, se estou resenhando, é porque achei que o filme propicia discussões psis . Acho até que pode servir como  filme &#8216;terapêutico&#8217;, para alguns pacientes&#8230;  Depois do <em>trailer</em>, podemos falar sobre isto&#8230;<br />
<BR></p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/DYsVGWs_bQ4?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><BR><br />
Resumindo muito: George Valentin vive em 1927 o auge do seu sucesso como ator de cinema mudo. Lota cinemas, tem muitos fãs e sua  vida material é maravilhosa. A sentimental é um fiasco: mal fala com a mulher, sendo o seu cachorro (Uggie, que faturou um prêmio de Melhor Cão, rsrsrs) o companheiro mais constante. Um dia, George cruza com Peppy Miller, uma fã que, encantada com ele, batalha e acaba conseguindo um papel coadjuvante em uma de suas produções. Apesar do forte magnetismo entre os dois, George resiste bravamente às investidas da jovem. Ela consegue cada vez mais papéis, mas nunca contracenando.<br />
<br />
No início do século 20, o público já era ávido por novidade,  prenunciando o famoso &#8220;15 minutos de fama&#8221;, de Andy Wahrol.  Percebendo isto,  os estúdios resolvem investir nos filmes falados.  George, o arquétipo do artista, com um ego infladíssimo, não aceita a mudança de rumo. Acreditando ser adorado por um público que julgava fiel, resolve ele mesmo escrever, produzir e dirigir seus filmes. Insiste  no gênero mudo mas logo descobre que os estúdios estavam certos:  de fiel, o público não tem nada. Seus pesadelos se realizam. Ainda por cima, vem a crise de 1929, seu filme é um fracasso e não se paga. George  vai à falência, tem de sair de sua mansão, a esposa o abandona e espolia.  A roda da fortuna gira e enquanto ele cai, sua protegida, Peppy Miller, ascende.<br />
<br />
Peppy está tão deslumbrada com seu sucesso quanto George esteve. Há um confronto entre os dois e Peppy percebe o quanto ela mesma está sendo deslumbrada. Tenta reparar e retribuir a ajuda que recebeu, o que não é uma tarefa fácil:   o ego do artista está em frangalhos. Valentin tem uma rigidez de alma, que o faz agarrar-se a um passado que não pode continuar. Orgulhoso e humilhado, ele não consegue ver saída. Será Peppy que vai conseguir iluminar seu caminho e apontar a saída.<br />
<br />
</strong><br />
<strong>E o que eu vi de psi neste filme? <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Algum palpite?  Fique à vontade para opinar &#8211; vale até discordar! Clique no título , abrirá uma caixinha no rodapé. Assim que eu ler, publico.<br />
</strong><br />
___________________________________________________________<br />
<BR><br />
Thays Babo é psicóloga clínica<br />
<BR></p>
]]></content:encoded>
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		<title>ainda esta semana: O Artista</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 00:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Adorei o filme. Ah, você tem preconceito contra filme em preto e branco e mudo? Pode repensar esta bobagem&#8230; Vale muito a pena. Além disto, possibilita alguns insights psis.

Em breve, aqui no Confabulando&#8230;


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Adorei o filme. Ah, você tem preconceito contra filme em preto e branco e mudo? Pode repensar esta bobagem&#8230; Vale muito a pena. Além disto, possibilita alguns insights psis.<br />
<br />
Em breve, aqui no Confabulando&#8230;<br />
<BR></strong><br />
<img alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-JUZ8i0giTa8/T0vZ_tWyohI/AAAAAAAAJyY/Zvx7v8HE4xI/s1600/o-artista-filme-2.jpg" class="alignleft" width="588" height="331" /></p>
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		<title>Superando limites</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 22:19:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts da Thays]]></category>

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		<description><![CDATA[
To em crise de títulos. Não sei como batizar esta resenha sobre o filme Tão Forte, tão Perto, dirigido por Stephen Daldry &#8211; o mesmo diretor de Billy Elliott, As Horas (pelo qual Nicole Kidman ganhou seu Oscar, interpretando Virginia Wolf) ou Confissões de Schmidt (se não me engano Jack Nicholson foi indicado pelo papel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
To em crise de títulos. Não sei como batizar esta resenha sobre o filme <em>Tão Forte, tão Perto</em>, dirigido por Stephen Daldry &#8211; o mesmo diretor de<em> Billy Elliott</em>, <em>As Horas</em> (pelo qual Nicole Kidman ganhou seu Oscar, interpretando Virginia Wolf) ou <em>Confissões de Schmidt</em> (se não me engano Jack Nicholson foi indicado pelo papel título, assim como Katy Bates). Amei os filmes anteriores e nem hesitei em ir assistir ao lançamento, sem ter lido nada a respeito. Tenho evitado ver os <em>trailers</em> e por isto fui em uma sessão de sábado à noite sem saber do enredo dramático do filme . Como já falei noutros <em>posts</em>, não gosto de ver dramas neste dia específico da semana, rsrsrs.<br />
<br />
<img alt="" src="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/35A4/CB84/0135/A553/D942/55E6/t%C3%A3o%20forte%20e%20t%C3%A3o%20perto.jpg" class="alignright" width="700" height="525" /><br />
Então, logo de início descubro que o filme é sobre o 11 de setembro de 2001. Se você já tinha nascido, tenho certeza que lembra onde estava quando ouviu a notícia do ataque terrorista. Eu estava em casa e assisti em pânico às torres desmoronarem. Além do absurdo e horror que foi, eu fiquei ainda mais mexida pois lembrava o tempo todo que &#8211; apenas um mês antes &#8211; minha filha estivera ali. Eu conseguia me imaginar  no desespero por notícias de parentes&#8230; O mundo mudou depois deste dia e, infelizmente, não foi pra melhor. Mas, voltemos ao filme pois não sou conhecedora profunda das nuances que envolvem política americana e nem é minha área de interesse&#8230;<br />
<br />
Logo de início, vemos uma família feliz, formada por Sandra Bullock, Thomas Schell (Tom Hanks)  e o menino Oskar Schell  (Thomas Horn). Vemos que ele tem uma série de dificuldades e limites e também o quanto o pai insiste com ele para que ele avance e enfrente seus medos. Tudo de uma forma super lúdica e amorosa &#8211; tipo super pai.<br />
<br />
Pare aqui se não quiser ler <em>spoilers</em>. Ou assistir&#8230;<br />
<BR> </p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/nDfsS7HOGrg?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><BR><br />
Oskar era um menino especial. Li resenhas dizendo que ele era irritante &#8211; ou mimado. Claro que ninguém tem obrigação de ser psicólogo/a ou entender de transtornos de desenvolvimento, mas rapidamente ele mesmo menciona a suspeita de que sofria de Síndrome de Asperger. Provavelmente sim e talvez seu pai tenha escondido isto dele para que ele pudesse  superar suas dificuldades. Obviamente, o mundo de Oscar cai quando seu pai morre no 11 de setembro, por estar no prédio para uma reunião. E aí, apesar do desespero, ele tenta buscar um sentido, para estabelecer um elo com seu pai . Com muito medo, começa a enfrentar suas dificuldades e estender seus limites.<br />
<br />
E os limites não são pequenos &#8211; não só pela idade, mas muito pelo quadro dele. Mas a gente vai vendo como ele vai superando. Busca ajuda com sua avó paterna e se aproxima de um velho misterioso, que emudecera devido a um trauma. O velho é interpretado pelo excelente Max von Sydow, que foi indicado para Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e , infelizmente, não ganhou. Aos poucos, a relação com este velho vai se aprofundando e eles vão se modificando na jornada em busca da solução de  um mistério. Ah, e há outros coadjuvantes de peso no elenco: Viola Davis e John Goodman.<br />
<br />
A mãe parece totalmente alheia ao que se passa na vida de Oskar. E impotente, não consegue interagir com Oskar. A gente não entende se é o próprio trauma de ter perdido o marido, tão especial e carinhoso, e se ver sozinha para lidar com o menino, com tantas dificuldades, para todo o sempre. Seria outro filme caso o foco fosse nela. Mas Sandra Bullock aparece muito pouco no filme e é Oskar que brilha.<br />
<br />
Li várias críticas negativas &#8211; ainda bem que não antes de ver o filme. Eu poderia ter concluído que era  piegas. Mas não é, não. É a história de um pequeno herói. Um público que gosta de consumir super heróis e efeitos especiais talvez não perceba os dons de Oskar, que  passam  despercebidos. Gostei muito da resolução final e de descobrir que mãe era aquela. A cena final é linda  &#8211; apesar de ter achado bastante <em>Billy Elliott</em> <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  .<br />
<br />
E você, o que achou? Clique no título e comente na caixinha que se abrirá abaixo.<br />
<BR><br />
</strong><br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Thays Babo é psicóloga clínica e atende no Centro (Rio)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>And the winner was&#8230;</title>
		<link>http://www.analista.psc.br/blog/?p=3736</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 23:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossa, falar de Oscar já é assunto tão ultrapassado &#8211; a entrega dos prêmios ocorreu no domingo depois do Carnaval (Domingo de Cinzas?) e parece que já tem uma eternidade&#8230; Mais uma vez, estou numa daquelas épocas em que não tem me sobrado tempo pra ir ao cinema. Vi muito pouco dos indicados &#8211; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nossa, falar de Oscar já é assunto tão ultrapassado &#8211; a entrega dos prêmios ocorreu no domingo depois do Carnaval (Domingo de Cinzas?) e parece que já tem uma eternidade&#8230; Mais uma vez, estou numa daquelas épocas em que não tem me sobrado tempo pra ir ao cinema. Vi muito pouco dos indicados &#8211; e premiados. Quanto à premiação, assisti bastante e me extasiei com a apresentação do Cirque du Soleil. Muito lindo.<br />
<br />
<img alt="" src="http://cinegarimpo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/oscar-2012.jpg" class="aligncenter" width="711" height="332" /><br />
<br />
Aliás, o último filme a que assisti foi &#8220;Tão perto, tão longe&#8221;. Muitas vezes eu falo aqui que é melhor ir ao cinema sem ter visto o trailer, pra se surpreender. Pois aconteceu comigo: eu não sabia nada além do fato de ter Tom Hanks e Sandra Bullock no elenco e de ser de um diretor que adoro, que fez alguns dos meus filmes favoritos: <em>Billy Elliot</em>, <em>As Horas</em> e <em>Confissões de Schimdt</em>. Todos filmes dramáticos,  que valem a pena encarar.<br />
<br />
Mas eu tenho uma mania: filmes mais pesados eu deixo pra ver durante a semana. Não gosto de encarar dramas em noites de sábado pra não contaminar meu final de semana.  Por isto, fiquei chocada  ao constatar o tema de <em>Tão Forte, tão perto</em>&#8230;. Bem, isto vai ficar para outro <em>post</em>, mas, conte aqui se você gostou das premiações&#8230;<br />
<br />
Quero muito ainda conseguir ver na telona &#8220;A separação&#8221;, &#8220;Albert Nobbis&#8221;  e  &#8220;Hugo&#8221;.  Consegui assistir  a &#8220;O Artista&#8221;, amei.<br />
<br />
E você? o que recomenda? Aguardo&#8230; </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vida que segue ou&#8230; A descendência</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 01:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os descendentes (o título em português deveria ser As descendentes, por motivos que ficam óbvios logo nos minutos iniciais de projeção) traz George Clooney em um papel bastante diferente daqueles em que o vemos geralmente e possibilita vários questionamentos &#8216;psis&#8217;, o que eu mais gosto de fazer. Não vou ficar fazendo elogios ao seu desempenho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Os descendentes</em> (o título em português deveria ser<em> As descendentes</em>, por motivos que ficam óbvios logo nos minutos iniciais de projeção) traz George Clooney em um papel bastante diferente daqueles em que o vemos geralmente e possibilita vários questionamentos &#8216;psis&#8217;, o que eu mais gosto de fazer. Não vou ficar fazendo elogios ao seu desempenho, que lhe garantiu um <em>Globo de Ouro</em> como <em>Melhor Ator</em>, nem críticas ao cabelo desalinhado. Também vou tentar resistir a falar da  beleza extasiante das ilhas havaianas que faz, mais ainda, valer a pena assistir no cinema. Irei o mais rapidamente possível  à história. Os demais dados &#8216;cinematográficos&#8217; vocês podem buscar na <em>internet</em>.  <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /><br />
<br />
Como sempre, se ainda não assistiu, aconselho a voltar  depois de ver o filme<br />
<img class="alignleft" src="http://nova.abril.com.br/blog/comer-amar-e-viajar/files/2012/01/george-clooney-os-descendentes.jpg" alt="" width="257" height="394" /><br />
<br />
<em>&#8220;As&#8221; descendentes</em>  focaliza a vida de parte da família King , que passa um momento extremamente difícil. Contextualizando, os King compõem uma imensa família (sugestivo o nome?), proprietária de parte das ilhas do Hawaii. O núcleo que nos interessa é composto por Matt (Clooney), sua esposa Elizabeth &#8211; em coma desde que sofreu um acidente de barco &#8211; e suas duas filhas. São  tocadas, de leve,  questões como ocupação da terra, especulação imobiliária e  até se poderia falar do impacto ambiental que grandes construções causam. Mas tudo isto é apenas &#8216;contexto&#8217;, talvez seja mais aprofundado no romance. E nada disto será o  foco  (a não ser que venham  comentários a respeito: aí eu palpito nisto também).<br />
<br />
O filme nos lembra da imprevisibilidade da vida, de como nossos planos adiados podem ruir e nunca serem realizados. A vida é por um fio e tudo pode mudar de uma hora para outra &#8211; como aconteceu com  Matt. Advogado que vivia mergulhado no trabalho, mesmo sem necessidade financeira que justificasse tanto empenho no trabalho, ele mal acompanhava o crescimento das filhas. Tampouco era um marido presente ou atento. Quando Elisabeth sofre o acidente, ele contabilizava vários dias sem falar com a esposa. Sentindo-se culpado pelo afastamento,  toma a decisão de cuidar melhor do casamento, fazendo  o  possível para torná-lo novamente feliz. Porém, o médico de Elizabeth tira suas esperanças e ele se desespera quando vê que não pode consertar o que ficou como pendência. Além disto tem de assumir cuidados que nunca foram seus, incluindo passar  a ser um pai presente.<br />
<br />
Sua filha caçula, Scottie, tem  10 anos aproximadamente e  parece estar surtando com a internação da mãe. Faz<em> bullying</em> com uma menina da escola e o pai dá um excelente exemplo levando-a para reparar o que falava para a colega de escola. Sentindo que não está dando conta sozinho neste delicado momento, Matt busca a filha mais velha, Alexandra, na escola (noutra ilha maravilhosa). Compartilha com  ela o diagnóstico passado pelo médico e pede que ela supere as desavenças com a mãe, ajudando-o a lidar com Scottie. Mas Alexandra,  adolescente (a jovem atriz foi indicada  merecidamente ao <em>Globo de Ouro</em> como <em>Atriz Coadjuvante</em>, mas sem faturar), parece ser  mais uma  rebelde sem causa. Tinha tudo do melhor, à exceção da presença do pai. Logo no início, vemos que ela não cumpria a disciplina do seu colégio e ainda abusava do álcool. Como o pai, também estava afastada da mãe, com um histórico de discussões &#8211; que Matt julgava tolas.<br />
</p>
<p>O cartaz menciona um segredo de família afirmando que &#8216;toda família tem um segredo&#8217;. Na verdade, algumas têm mais de um. É sabido que segredos, muitas vezes, &#8216;assombram&#8217;  várias gerações, se não são esclarecidos. Coisas não ditas, não reveladas, perturbam. A família King &#8211; ou melhor, Matt e  Alexandra &#8211; resolve encarar de frente e entender o seu.<br />
<br />
Se viu o filme, continue a leitura. Se não, melhor assistir antes ( deixe o <em>trailer</em> pra depois, rsrsrs) e  voltar para comentar .Se for em frente, prepare-se para os  <em>spoilers</em> no<em> trailer</em> e no meu texto.<br />
<BR></p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/FnIKQKqhGWU?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><BR><br />
Ao trazer Alexandra pra perto de si e da irmã, Matt tem um choque com a revelação que esta lhe faz (e o <em>trailer </em>mostra isto, acabando com a surpresa): sua mulher o traía e planejava se divorciar. Começa então sua busca desesperada para saber quem era o homem com o qual a mulher se envolvera, algo meio incompreensível para muitos. Após a descoberta, ele não tem como tentar reverter sua situação ou entender melhor a história pois Elizabeth não mais se recupera. Corre contra o tempo, para se despedir (ou se redimir) perante Elizabeth.A filha, surpreendemente, o ajuda a montar o quebra-cabeça. Apesar de não sabermos exatamente o que se passa na cabeça dele, vemos que, para ficar em paz consigo mesmo &#8211; e também com a esposa &#8211; Matt dá um grande exemplo para a filha. De forma muito nobre, tenta preservar a imagem da esposa perante sua família. Demonstra  grande  capacidade de perdão, algo muitíssimo difícil. <br />
Não há grandes discussões filosóficas sobre  a brevidade da vida, sobre a libertação que o perdão traz. Matt é eminentemente prático e tem de preparar familiares e amigos para se despedirem de Elizabeth &#8211; que deixara registrado que, em caso de coma, gostaria de que desligassem seus aparelhos (isto daria outra enorme discussão, remetendo a filmes como <em>Fale com Ela</em>, <em>O escafandro e a Borboleta</em>, dentre outros &#8211;  mas não vou por esta área).<br />
<br />
O filme está classificado como comédia dramática, mas pra mim é um drama com algumas doses de humor para não virar uma sessão lacrimogênea. O diretor (de <em>Sideways</em> e <em>Confissões de Schmidt</em>, ambos ótimos!) sabe dosar bem. Por absoluta falta de tempo, não vou me estender, mas espero seus comentários. Para você, o que é mais importante neste drama de vida e morte?<br />
<br />
(Cá pra nós, chamou a minha atenção ser  o segundo papel que Clooney escolhe um homem se desilude com uma mulher, em menos de 2 anos &#8211; lembra de <em>Amor sem Escalas</em>? Tem resenha aqui no <em>Confabulando</em>. Talvez ele esteja querendo dizer alguma coisa dele ou justificar a sua solteirice. Se bem que isto pode ser só uma viagem interpretativa <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  ).<br />
</strong><br />
_____<br />
<br />
Thays Babo é psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Puc-Rio e atende no Centro (Rio)<br />
<BR></p>
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		<title>Amores tímidos</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 02:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Sabe aqueles dias em que tudo o que você precisa é ver um filme leve, uma comédia romântica, de preferência? Mas, que não seja imbecil  (eu tenho uma lista de filmes cujos finais são totalmente imbecilizantes, que me fez querer meu dinheiro de volta)&#8230;  Enfim, se você procura  um filme  totalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Sabe aqueles dias em que tudo o que você precisa é ver um filme leve, uma comédia romântica, de preferência? Mas, que não seja imbecil  (eu tenho uma lista de filmes cujos finais são totalmente imbecilizantes, que me fez querer meu dinheiro de volta)&#8230;  Enfim, se você procura  um filme  totalmente crível, com gente como a gente, não deveria perder  <em>Românticos Anônimos </em>(Emotifs Anonymes). Confesso que sou suspeita, adoro filmes franceses, sejam comédias ou dramas. Mas, se você estiver de mal com a vida (e quiser ficar de bem), este é altamente recomendável &#8211; a não ser que você goste de ser mal humorado/a  <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </strong><br />
<strong><img class="alignright" src="http://static.cineclick.com.br/uploads/imagens/365x260/226057.jpg" alt="" width="156" height="219" /><br />
<br />
O filme mostra o estrago que a timidez pode causar na vida de alguém. No caso, dois alguéns: Jean-René e Angélique, que  vivem solitários  e cujas vidas profissionais atravessam um momento crítico. Ele está à beira da falência. Ela, desempregada. Pelo menos os dois estão conscientes de que precisam de  ajuda: Jean-René faz psicoterapia (o divã sugere  psicanálise, mas os exercícios que o psi &#8216;prescreve&#8217; sugerem  uma linha mais comportamental ) e Angélique frequenta  um grupo de ajuda : &#8220;Os emotivos anônimos&#8221;, que dá o nome original ao filme.<br />
<br />
Conhecem-se por força de uma paixão que os une: o chocolate . Ah, um aviso: se você gosta de chocolate, vai sair do cinema querendo devorar vários. Se for a última sessão, melhor comprar antes <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />   Jean-René é dono de uma chocolateria que está indo à falência porque não conseguiu se modernizar. Angélique vai buscar emprego &#8211; ela é uma excelente chocolatière, mas, por conta da sua timidez, não quis correr riscos profissionais, nem ser avaliada. Viveu à sombra e por não ter assumido seu dom,  meio que numa comédia de erros é contratada como representante de vendas da fábrica de Jean-René. Logo ela, totalmente tímida.<br />
<br />
Aliás, uma série de confusões os joga em situações românticas &#8211; não pensadas a princípio pelo empresário. E Angélique se revela uma mulher muito parecida com várias outras que se precipitam quando veem a possibilidade de um romance pela frente.<br />
<br />
Na vida real, não é tão risível assim. Como psi, enquanto os espectadores gargalhavam no cinema, pensava em o quanto é comum que os pacientes se vejam em situações parecidas &#8211; de perda de oportunidade, da falta de se auto afirmarem, de passividade &#8211; sem que achem tão divertido. Se um pouco de timidez, em algumas situações, é considerado &#8216;charmoso&#8217;, em excesso, faz perder oportunidades. Em todas as áreas: profissional, amorosa, familiar, entre amigos. Mas, como Jean-René explica, é muito angustiante. Muitas vezes a timidez faz com que a pessoa seja julgada como antipática ou desinteressada.<br />
<BR></p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/L8TIHDPZp8A?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><BR><br />
<strong>Mas, nada que não se possa modificar. Quem sofre de timidez pode -e  deve &#8211; procurar ajuda . A TCC é provavelmente a abordagem psicoterápica que traz as melhores  técnicas,  propondo o  treinamento em habilidades sociais &#8211; bem mais eficientes do que as sugeridas pelo psicólogo de Jean-René.<br />
</strong><br />
</p>
<p>_________________<br />
<br />
Thays Babo é psicóloga clínica, Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e atende no Centro do Rio.</p>
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		<title>Medianeras</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 14:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No início de setembro de 2011 estreiou no Rio de Janeiro Medianeras, filme argentino, co-produzido pela Alemanha e Espanha. Segue em cartaz até hoje, aclamado pela crítica. O subtítulo brasileiro (Buenos Aires na era do amor virtual) é instigante, principalmente para quem estuda relacionamentos amorosos na &#8216;pós-modernidade&#8217; (como eu) ou simplesmente vive nos anos 2000, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No início de setembro de 2011 estreiou no Rio de Janeiro <em>Medianeras</em>, filme argentino, co-produzido pela Alemanha e Espanha. Segue em cartaz até hoje, aclamado pela crítica. O subtítulo brasileiro (<em>Buenos Aires na era do amor virtual</em>) é instigante, principalmente para quem estuda relacionamentos amorosos na &#8216;pós-modernidade&#8217; (como eu) ou simplesmente vive nos anos 2000, mesmo que no Brasil. É um filme &#8220;cosmopolita&#8221; e eu não teria como  &#8216;bypassar&#8217;. Finalmente consegui encontrar uma sessão em um horário compatível num cinema próximo&#8230;</p>
<p><img class="alignleft" src="http://cultcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/09/264623_208140899232143_201126779933555_560515_1993013_n.jpg" alt="" width="292" height="432" /></p>
<p>Gustavo Taretto  retrata o dia-a-dia de duas pessoas que estão muito próximas, tem vidas e neuroses parecidas &#8211; complementares? &#8211; mas ainda não se conhecem.  Vizinhos na  Avenida Santa Fé, em Buenos Aires, vivem Martín (Javier Drolas, uma versão mais bonitinha do Marcelo D2) e Mariana (Pilar López de Ayala, atriz espanhola, que eu acho &#8216;a cara&#8217; da Jennifer Connely) . Com suas vidas limitadas &#8211; por eles mesmos &#8211; vivem reclusos a maior parte do seu tempo. Mas anseiam por ar e luz, querem se relacionar. Tentam e não conseguem. O nome da rua não deixa de ser uma ironia, talvez mais um recurso sutil para  disfarçar o drama existencial com doses (econômicas) de humor .<br />
<br />
Martin é um fóbico social, recorre a remédios prescritos pelo seu psiquiatra para suportar viver em uma quitinete sombria. <em>Webdesigner</em>, está há anos sem um relacionamento amoroso consistente.  Martin só anda a pé por Buenos Aires.<br />
<img class="alignright" src="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/08/07/o-ator-javier-drolas-em-cena-do-longa-argentino-medianeras-1312746150673_300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /><br />
E nem tanto assim: desde que sua namorada se foi, deixando apenas o caozinho, este se deprimiu. Afinal, morar em uma &#8216;caixa de sapatos&#8217; com alguém que não gosta de sair para passear não deve ser fácil&#8230; Em sua  mochila, Martin carrega seu mundo portátil, seu <em>kit</em> sobrevivência, que acaba com a sua coluna, e o leva a buscar mais medicamentos. Não por acaso se define como hipocondríaco.<br />
<br />
A idade dos personagens principais não fica clara. Provavelmente passaram dos  25 anos &#8211; mas não muito. Por isto, provavelmente, <em>Medianeras</em> &#8216;conversa&#8217; melhor com os que   viveram o <em>boom</em> da<em> internet</em> e entraram na maturidade mergulhados no mundo virtual. Como não se identificar com a fala de Martin, que diz:  “Há 10 anos sentei na frente do computador e tenho a sensação de que nunca mais levantei…” ?<br />
<br />
<img class="alignright" src="http://saladadecinema.com.br/wp-content/uploads/2011/09/1220717116936_f.jpg" alt="" width="500" height="340" /><br />
<BR><br />
Porém, o filme NÃO é sobre <em>internet</em>. Há relativamente poucas cenas sobre <em>chats</em>, por exemplo, um dos recursos mais usados na vida real para tentar aplacar a solidão. A solidão e o isolamento são talvez os principais condutores de Martin e Mariana. <em>Medianeras </em>toca outros públicos,  quer acessem ou não. Relembra <em>Denise está chamando</em>, mas com  mais leveza. Assim,  traz mais esperança a quem limita suas explorações pelo mundo. Como Martin.<br />
<br />
E também como Mariana. Arquiteta, só conseguiu emprego como  vitrinista &#8211; o que não contribui muito para sua autoestima profissional. Parte de seus desejos, projeta nos manequins &#8211; tanto nos que leva  para casa onde  ensaia (ou projeta) seus afetos como nos que enfeitam as vitrines. Tendo rompido um relacionamento amoroso, detecta, em retrospectiva, o afastamento progressivo do casal, pelo número decrescente das fotos tiradas ao longo dos anos.  Claustrofóbica, não usa elevadores, o que restringe bastante suas possibilidades. O livro <em>Onde está Wally </em>é sua referência literária e ajuda a manter uma ponta de esperança.<br />
<br />
<img class="aligncenter" src="http://img.vejasp.abril.com.br/1/medianeras3.jpg" alt="" width="800" height="450" /></p>
<p><BR><br />
Uma cena de <em>Manhattan</em>, de Woody Allen,  explicita a melancolia e  a impossibilidade de ficar. Pelo tempo que está em cartaz por aqui, creio que <em>Medianeras</em> fale tão de perto a quem mora em Buenos Aires como  a quem está no Rio de Janeiro, São Paulo ou  provavelmente em qualquer outra cidade  grande  que engula  seus moradores. Ah, e como nos filmes do diretor americano, os psicólogos do filme são &#8216;figuras&#8217; mal resolvidíssimas. Não deve ter sido casual que Martin e Mariana tentam se relacionar com psicólogos. Porém, se buscavam neles a &#8216;cura&#8217; para seus problemas, descobriram rapidamente que não seria assim tão fácil. Fiquei curiosa para saber a experiência pessoal do roteirista com eles&#8230; Aliás, o filme é imperdível para psicólogos &#8211; não só para uma autocrítica <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
<br />
<em>Medianeras </em> traz muito material para reflexão &#8211; ah, sim, no filme há uma explicação bem interessante sobre o que vêm a ser medianeras. Mas, assista e volte para confabular &#8211; este <em>post</em> foi só um aperitivo. Fica o mesmo conselho de sempre &#8211; se ainda não viu o filme, tente não assistir ao <em>trailer</em>. Sei, pouca gente o segue <img src='http://www.analista.psc.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  De qualquer forma, aguardo seus comentários, concordando ou não.<br />
<BR></p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/yVUQx99jzHQ?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><BR><br />
_________________________________________________________</strong></p>
<p>Thays Babo é psicóloga, Mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio e atende no Rio de Janeiro<br />
<BR></p>
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