Aposentadoria: hora de se preparar para a vida
Enquanto somos jovens, sonhamos com o dia de nos aposentar e fazermos o que realmente gostamos. Mas, quando a hora de dizer adeus ao mundo do trabalho chega, os sentimentos são bastante diversos e a realidade se mostra, muitas vezes, da nossa fantasia de crianças. Muita gente se deprime, sente-se como se tivesse se despedido da vida… Há quem se entregue e envelheça (fisicamente) em pouco tempo o que não envelheceu nos últimos 5 anos.
É compreensível: no Brasil, em geral, ao se aposentar, a perspectiva não é lá muito boa. Temos um sistema de saúde público precário, poucas pessoas têm previdência privada, o que possibilitaria manter o padrão de vida no nível em que estava antes. Muitas vezes, o preconceito existe dentro da própria família. Aliás, infelizmente, vem do próprio governo brasileiro.
Se por um lado há um “boom” de atividades para a terceira idade, as empresas no geral ainda não se envolveram com a aposentadoria e como preparar para ela. Dão um tapinha nas costas quando o/a funcionário/a completou o tempo de serviço e … tchau! As questões que se apresentam para quem se aposenta poderiam ser tratadas a nível corporativo. Porém, sendo responsáveis por nossa qualidade de vida, convém não esperar pela mudança de mentalidade e por decisões organizacionais.
A proximidade da aposentadoria é uma hora muito propícia para começar um processo psicoterápico. Quem ainda não pensou na sua vida, tem de se preparar. Agora é a hora. Assim se vislumbram melhor as muitas possibilidades que se abrem à frente. Encarando as necessidades reais e entendendo melhor as restrições que possam surgir a qualidade de vida na aposentadoria pode ser muito boa.
Sempre vale lembrar, que os valores da psicoterapia são negociados na relação analista-cliente, caso a caso, com muito mais flexibilidade do que o imaginário supõe. Enfim, o custo não pode ser um motivo para não conhecer-se a si mesmo/a…

