Archive for February, 2009

Dúvida

Assisti, gostei, mas não amei… achei um pouco previsível. Felizmente, o Oscar foi para Kate Winslet. Não que Meryl Streep não estivesse excelente, como quase sempre – mas a preferi em O diabo veste Prada, como Miranda Priesley. Neste Dúvida, a personagem de La Streep é pouco carismática – e, de certa forma, previsível, não conseguindo despertar  empatia ou compaixão… Convenhamos, interpretar um vilão (ou vilã) e conseguir ‘despertar compaixão’ é um grande desafio.

Phillip Seymour Hoffman está maravilhoso como sempre  – seus discursos são excelentes – e a mãe do aluno ‘perseguido’ (Viola Davis) foi uma revelação para mim  . Talvez devesse ter ganho de Penelope Cruz, apesar de sua participação ter sido de curtos minutos.

De certa forma, o tema do filme é ‘batido’: acusações de pedofilia, o silêncio da Igreja. E quem não conhece a rigidez dos religiosos? Quem não sabe do que são capazes, depois de termos passado pela  Inquisição ou mais recentemente da omissão frente ao nazismo?

A dúvida sobre se houve ou não crime continua após filme e proporciona bons debates entre amigos. Mas, segui na  torcida por O Leitor. Em vão, já que Quem quer ser um milionário ganhou.  Comparando Dúvida com O leitor, o que me cativou neste último é que, conquanto o holocausto já tenha sido pisado e repisado, garantindo ótimos filmes, sua ‘heroína’ (???) é capaz de  despertar sentimentos ambivalentes, introduzindo um ponto de vista original e… bem, leia no post específico! ;-)

Mas vale ver e rever os sermões do Padre, especialmente sobre fofoca.

Ainda sobre “O leitor”

Se nos concentramos no relacionamento amoroso (para Michael) e sexual (para  Hanna), e não nas questões de ética e justiça, o filme gera outros ótimos debates.

Inicialmente, Michael estaria realizando uma fantasia de muitos homens: sua amante mais velha, que poderia ser sua mãe, não cobrava dele nada. Nem dinheiro, nem declarações nem garantias de amor eterno ou de uma aliança. Cuidava dele, como uma mãe – e foi o que o apaixonou? Não fazia  nenhuma pressão sobre seus estudos e horários.  Mas também sabia ser cruel como mães sabem ser.

No período em que viajam, quando a atendente pergunta a ele se ’sua mãe’ gostara, ele não se choca, não se revolta, apenas sorri. Para quem acha que todo homem tem seu fundo Édipo, Hanna seria a Jocasta perfeita.



Não deixa de ser curioso que  a relação de Michael com sua mãe biológica é completamente distante – ao ponto dele passar tempo sem ir vê-la e ela reclamar disto nele, já adulto.

E Hanna, tão apegada às regras e normas, à hierarquia, através daquele affair pode – pela primeira vez – exercer totalmente o poder sobre alguém. Permitiu-se o prazer mas também sem esquecer  a disciplina.

Enfim, estou encantada com o filme e com seus desdobramentos.

O Leitor (ou o preço de um segredo)

Saí do cinema tocada com o filme,  que concorre a 5 estatuetas do Oscar (a saber: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Roteiro adaptado e Melhor Fotografia). O Leitor tem o raro poder de despertar compaixão por alguém que não a merece. Alguém para quem o senso moral não existe.

Vou tomar cuidado para não entregar o segredo anunciado no cartaz de divulgação: “O que você seria capaz de fazer para esconder um segredo?”. Ainda bem que não tinha visto o cartaz antes de assistir ao filme. Aliás, antes de escrever, li algumas resenhas em que  o ’segredo’ citado no cartaz era mencionado! Falta sensibilidade em quem escreve sem atentar para um detalhe tão simples… Quem vai assistir ao filme sem  ler nada sobre ele,  pode imaginar inicialmente que O Leitor seja um filme sobre a iniciação sexual de um jovem. No caso, Michael Berg que, na Alemanha do pós-guerra, ao cruzar seu caminho com Hanna Shmitz (mais uma excelente atuação de Kate Winslet), apaixona-se. Sem muito romance nem discussão de relacionamento, os dois tem um caso, de curta duração. Mas, o que tem este affair de breve, tem também em intensidade, para Michael. Ao longo dos anos, testemunhamos que as lembranças estão lá, guardadas na mente do introspectivo Michael que, adulto, é interpretado por Ralph Fiennes. (Fico imaginando que a ‘heroína’ deve causar espécie em mães zelozas de jovens adolescentes. Ao mesmo tempo, deve evocar boas lembranças nos espectadores do sexo masculino.)


Mas o filme vai além de um romance erótico. O segredo citado acima é facilmente desvendado bem no início, pelo/a espectador/a atento/a. Porém,  só  quando Michael se dá conta do óbvio acontece uma virada em sua história pessoal: ele a ressignifica. E, de quebra, descobre que também pode interferir na História, gerando grande angústia frente ao que tem de decidir. Quando o  affair desfeito ganha um novo sentido para ele, o filme muda de gênero. Passamos a espectar seu dilema ético: contar ou não contar a verdade?  Revelando, poderia intervir no curso da justiça. Mas, ao revelá-la, interferiria na escolha de Hanna: teria ele este direito? E além de tudo, o jovem se exporia  ao sabor do julgamento dos outros, pagando alto preço por isto.

Decidindo por ambos, Michael carrega por décadas o resultado desta escolha. Apenas 20 anos depois consegue dar um sentido a ela.

Aconselho a quem ainda não viu o filme a não assistir ao trailler – para não perder o impacto da trama.



O filme retrata um amor incondicional, cada dia mais raro de ver,  na ficção ou na vida real. Em termos de amar sem exigir nada em troca, assemelha-se a Assédio, de Bertolucci.

Sem nenhuma pista sobre  Hanna até metade do filme (não li o livro que, segundo vi comentado na internet, é autobiográfico) , não se pode justificar seu jeito pela criação que recebeu, pelos traumas que passou. Suas justificativas,  tão frias e racionais, são as que  tornariam a ‘operária padrão’, em qualquer tempo, em qualquer empresa, em uma sociedade sem ética ou moral. São razões lógicas – e verdadeiras. Cumpre ordens, sem pensar, sem refletir.

O filme traz tensão e provoca a reação da plateia (O que fazer no lugar de Michael? O quanto é possível – ou se deve – perdoar? O que é ser humano?). Não dá para sair do cinema sem pensar. Por isto, considero todas as indicações  merecidas.  Ficarei, pois, na torcida – mesmo sem ter visto todos os indicados – pelo de melhor filme e atriz. Kate Winslet vem merecendo desde Razão e Sensibilidade o devido reconhecimento formal da Academia. Não por acaso já recebeu o Globo de Ouro por este filme (inexplicavelmente, como coadjuvante) e o Bafta (como melhor atriz). Enfim, está na hora da estrela.

Foi apenas um sonho (Revolutionary Road)

Antes mesmo da estreia de Foi apenas um sonho, fiquei super interessada em assistir a este filme, já que  estudo os relacionamentos amorosos desde os tempos de Mestrado. “Ah, como assim? Relacionamentos se estudam?” ;) Para quem não sabe, a Psicologia do Amor se constitui em uma área de estudos dentro da Psicologia.

Voltemos ao filme. Foi apenas um Sonho se baseia em um romance  (que, como O curioso caso de Benjamin Button, também não li!). Recebeu três indicações para o  Oscar – de melhor ator coadjuvante, figurino e direção de arte, porém a  Academia deixou de fora Kate Winslet (que concorre por outro filme, O leitor, que devo comentar em breve) e Leonardo Di Caprio, que encarnam muito bem o casal em crise, os Wheeler.

O título original é, a meu ver, muito mais interessante do que o que recebeu no Brasil: Revolutionary Road. Estrada Revolucionária é o irônico endereço do casal Frank e April Wheeler, que se conhece e apaixona à primeira vista. Ela se encanta com todos os sonhos dele e o acha o homem mais interessante que já conhecera. Já vimos este filme antes? Dezenas de vezes, inclusive na vida real, próximos de nós. Se é que alguém consegue escapar a este enredo…

Mas quais são os sonhos de Frank? Só conhecemos um:  morar em Paris onde, imagina, todos são felizes. Com tanta dificuldade de lidar com a realidade, April engravida. Casam-se.

Um corte no tempo leva os espectadores à fase de crise,  quando já estão tentando viver  segundo  o american way of life. Morando nos subúrbios de Connecticut, nos anos 50, Frank, empregado na mesma empresa em que seu pai trabalhou durante toda sua vida (até se aposentar sem grande reconhecimento),  questiona sua vocação. April,  dona de casa, tem como frustração não ter se tornado  atriz . A comunicação entre ambos inexiste – mais por dificuldade de April, que se mostra um raro exemplar feminino: não gosta de discutir a relação!!! ;)  O tédio existencial ronda o casal, que esqueceu como sonhar. 

O aniversário de Frank é um marco e serve como um balanço para  April. Ela volta a sonhar e o envolve. O casamento volta a ter o viço dos tempos iniciais. A cumplicidade do casal aumenta, todos invejam a harmonia – apesar de acharem meio imatura a decisão de vender tudo e ir morar em Paris.

Várias leituras para este drama romântico são possíveis… Pela filosofia existencial, podemos refletir sobre  o sentido que April e Frank dão às suas vidas, ou melhor, na ausência de sentido. E também nas escolhas e responsabilidades que tem sobre elas. April Wheeler me remeteu à Laura Brown, de As Horas, personagem interpretada por Julianne Moore. Ambas as personagens causam a mesma estupefação na plateia – que, em sua maioria, ainda hoje opta por uma vida padrão, sem grandes riscos.

O encantamento inicial de April com Frank é a projeção típica de animus (sua contraparte masculina inconsciente), presente no início da maioria dos relacionamentos. Porém, é a impossibilidade dela, ao longo do casamento,  lidar com a constatação de que seu animus projetado no marido não era exatamente o que imaginou na fase de enamoramento que põe o casamento na situação crítica a que assistimos. April tampouco corresponde ao arquétipo de mãe tradicional. Seus sentimentos e comportamento causam estranheza. Ela nada  tem em comum com  a deusa Demeter, por exemplo. (Aliás, nada como assistir a filmes que rendem  ‘questionamentos’ em cinema! É ótimo para avaliar a reação da plateia, do público padrão. Assisti em uma sessão à tarde, sentada próxima a uma senhora que resmungava, protestava com as questões de April. Como podia questionar tanto ‘uma vida tão boa’, ‘um marido tão lindo’, uma ‘casa tão bonita’? Por que se entediava? Por que não podia simplesmente ser feliz? Cá entre nós, as mesmas pessoas que se indignam com o comportamento de April, devem ter apedrejado também Maysa)

Mrs. Wheeler encarna o pensamento de  Elisabeth Badinter que, em O mito do amor materno, propôs que nem todas as mães têm o famoso amor de mãe, que seria socialmente construído. A plateia se incomoda e resmunga. April remete também à Emma Bovary, de Flaubert. Não deve ser coincidencia que, com outra personagem, a mesma Kate Winslet faz um elogio à Madame Bovary (em Pecados Íntimos, provocando um grupo de mulheres conservadoras).

Outro conceito junguiano que encontramos neste filme, bastante atuante, é o puer . Resumidamente, o puer representa  a dificuldade de crescer, de assumir as responsabilidades de vida adulta e suas consequentes limitações. O casamento dos Wheeler renasce, com frisson, quando os dois assumem o lado puer e resolvem sonhar, largando tudo para o alto, indo contra o senso comum – seu pólo oposto, o sênex. Enquanto tomados pelo puer, não pensam nas  adversidades, tudo vai dar certo. Ao mesmo tempo em que o casamento que quase acabara, rejuvenesce, notam-se  as críticas no olhar e na fala dos amigos. Sem poder falar, deixam transparecer  que discordam do projeto de inversão de papeis: April propoe trabalhar para sustentar a casa, enquanto o marido descobre seu talento. Este olhar conservador, oposto ao puer, é o arquétipo do senex (que origina a palavra ’senil’).

Não deixa de ser engraçado que justo  o personagem surtado, em crise, é o que melhor compreende o projeto revitalizado de ambos e admira o casal. Eles riem deste fato – e aí a letra de  ”A balada do louco” (Se sou muito louco, por eu ser assim, mais louco é quem me diz e não é feliz…)  pode adiantar a quem ainda não viu o filme como o jovem casal se sente. 

Porém, talvez a tese de que todo mundo tem seu preço, ou no final das contas, porque um pouco de estabilidade não faz mal nem mesmo a Frank, ele é tentado. Aceita a vocação, descoberta meio que ao acaso, muda seus planos sem consultar a mulher. Sabendo antecipadamente que seria uma tremenda decepção, deixa para ‘comunicar’ em um papo informal, na praia, com um amigo, para que ela ouvisse. Dá para imaginar o resultado? Espero que não, afinal, muitos detalhes foram aqui omitidos para não perder o impacto. 

 E como não há bem que sempre dure, a crise volta ao lar dos Wheeler…

O filme fica então como mais um questionamento sobre como podemos – se é que podemos – manter os sonhos de início de relacionamento ao longo dos anos. Será que podemos manter as idealizações sobre nossos parceiros ou, não, que temos de  aprender a amá-los, acima de todas as decepções? Talvez a resposta seja que não há receita de bolo …

A tão falada procrastinação

Recentemente, uma jornalista me procurou com um tema muito interessante: a procrastinação. Queria saber o que vem a ser, o que a causa, como combatê-la. Filosoficamente, acredito que não haja uma resposta única, universal, aplicável a todas as pessoas, em todos os casos.  Portanto, resta refletir sobre algumas das causas possíveis – lembrando que só descobrindo, caso a caso, o que leva alguém a procrastinar é que se pode propor alguma forma de combater esta tendência.

Antes de mais nada, não se pode esquecer que o ‘jeitinho brasileiro’ favorece a procrastinação. Tem-se uma maior elasticidade de prazos (muitas vezes, o próprio governo anistia multas com atraso de impostos) e a impontualidade é tolerada em casamentos, salas de espetáculos, consultórios médicos e odontológicos…

Para começar a entender a questão, é necessário avaliar os vários tipos de procrastinadores. Vejamos alguns tipos possíveis:

- Pessoas que assumem tarefas demais – seja por se acharem superior, que darão conta de tudo, ou simplesmente por serem workaholics. Quem toma para si tudo, se depara com uma pequena ‘dificuldade’: transcender tempo e espaço. Com inúmeras missões, muitas que já nascem com o prazo estourado, ‘para ontem’, alguma tem de ficar para depois.

- Pessoas que têm  tanto medo de dizer não, de dar limites, para não perderem (um emprego, um relacionamento amoroso, o que seja) e têm de jogar com os prazos. Não tem jeito: acabam estourando algum deles.

- Pessoas extremamente autocríticas e perfeccionistas.  Estas costumam se sentir muito culpadas em assumir que não dão conta de tudo.

- Hedonistas. Só querem curtir a vida, buscando o prazer primeiro, a curto prazo – enfim, seria uma busca por Eros em primeiro lugar. Quem tem  prazer por conseguir a dilatação dos prazos, tendo dado atenção primeiro às coisas que realmente lhe interessavam, tende a continuar ‘enrolando’. Se não houver uma sanção – como perder um negócio importante, ter um prejuízo financeiro, ou mesmo perder uma oportunidade mais prazerosa do que a que lhe desviou – o comportamento vira hábito.

- Auto-sabotadoras – pessoas que evitam  o próprio sucesso! Parece incrível, mas o sucesso assusta algumas pessoas, pois as empurra para maiores responsabilidades, prestígio e autonomia. Em combinação com algum tipo de insegurança, pode ser uma das causas da procrastinação.

Também conhecida como ‘síndrome do estudante’, a procrastinação é quase arquetípica: a maioria dos estudantes, seja de que idade for, deixa para estudar a sério nas vésperas de uma prova, de um concurso, deixam para aprontar trabalhos perto do deadline – por mais que os educadores orientem no sentido da constância.

Por estas e outras razões, há consultores que consideram a procrastinação uma ‘síndrome’. Mas, que ‘mundo cruel’: se os postos de trabalho diminuem e as tarefas e urgências aumentam, como dar conta de tudo? Muitas vezes é por excesso de tarefas que todo um departamento pode ser acusado de ineficiência – quando o que se tem é apenas uma chefia ineficaz: alguém que assume mais do que pode fazer e vai dando prioridade ao que é cobrado antes.

Alguns estudiosos apontam que a tendência a procrastinar passa pela aprendizagem, por hábitos adquiridos ainda na infância, quando, em família,  se permitiu adiar as tarefas ‘desprazerosas’.  Então é algo que deve ser combatido em casa, antes que afete as relações no mundo do trabalho. Na pressa de finalizar e atender o prazo, por falta de planejamento ou de dizer não, o resultado em geral fica aquém do que poderia ter ficado. Se a pessoa conhece o seu potencial, bate uma culpa. Quem vai avaliar o trabalho pode reconhecer que o resultado não foi tão bom assim. Vivendo em grupo e equipes de trabalho, muitas vezes,  o constante atraso pode comprometer os  resultados do grupo como todo e acabar prejudicando  a vida profissional.

Para lidar ou gerenciar o trabalho de alguém que sempre procrastina, o mais eficiente pode ser estabelecer prazos curtos. Ou partir os projetos em etapas e ir cobrando por partes. Para quem ‘enrola’, decididamente, trabalhar em projetos de que se goste mesmo é o principal antídoto para a procrastinação. É muito mais fácil adiar o que é desprazeroso.

Por outro lado, há argumentos de defesa em prol de quem procrastinada. Como dito antes, no mundo de  hoje, ‘cruel’ há mais e mais tarefas a realizar por dia. O mundo do trabalho exige mais do que fazia há alguns anos. E as novas tecnologias e as reduções de pessoal a fim de otimizar custos tornam mais difícil mesmo dar conta de tudo no prazo. Algumas coisas têm de receber prioridade e outras acabam ficando para a última hora. Aquele ditado ‘a pressa é inimiga da perfeição’ dá a pista: fica-se aquém do que se poderia ficar, com prazos tão exíguos.

A psicoterapia ou análise pode ajudar, desde que a pessoa entenda como um problema e se comprometa a combatê-lo. Mas, nos casos em que o problema é corporativo, seria até maldade esperar que a pessoa desse conta de tantas coisas simultaneamente. Muitas vezes é a estrutura do mundo do trabalho é perversa. Não se consegue driblar as leis básicas da Física, de tempo espaço. Pelo menos, não por enquanto. Sendo assim, as formas de reduzir a procrastinação podem acabar aumentando o estresse.

Quais são as principais dicas, que você vai encontrar navegando?

-  Elimine tudo o que normalmente distrai e tira do foco. Se for internet, não se conecte. Elimine joguinhos do seu computador, se eles te atrapalham. Algumas empresas monitoram seus colaboradores por este motivo e bloqueiam acesso às redes sociais e mesmo aos e-mails particulares.

- Crie uma rotina, com horários e tente cumpri-la. Se sair dela, volte o mais rapidamente possível.

- Espalhe post-its pela casa ou escritório, chamando a atenção de volta pro foco.

Com disciplina, consegue-se até uma horinha livre para cultivar o tão cultuado (e necessário) ócio. O blog, porém, não vai embarcar na onda da  auto-ajuda!  Muitos destes fatores estão tão misturados que uma das saídas mais eficientes pode ser procurar, no mundo real, ajuda psicoterapêutica, para avaliar o que está causando o constante adiamento dos projetos e planos. O que se quer, na realidade, adiar?