Até a Eternidade (no original, Les petits mouchoirs) é uma comédia dramática francesa, de 2010, que trata da amizade de pessoas adultas.

Só a sequência inicial, rodada em Paris, valeria a ida ao cinema. Além disto, questões sobre amizades, finitude e valores fazem valer a pena assistir ao filme.

Dirigido por Guillaume Canet,  tem um elenco fortíssimo. Os mais conhecidos são a atriz Marion Cottilard – que recebeu o Oscar em 2000 pelo seu papel título em Piaf –  e François Cluzet, que ficou mais conhecido no Brasil por Intocáveis. Mas também podemos ver Jean Dujardin, protagonista de O Artista, em uma pequena participação

Resumo

Um grupo de amigos, moradores de Paris, tem a tradição de passar  férias na casa de praia de Max (Cluzet). Não fica claro onde a turma se conheceu. Basta saber que eles se reúnem há anos, apesar das diferenças. 

Logicamente há personalidades bastante diferentes e haverá momentos tensos entre eles. Mas a amizade faz superar as diferenças.

Alguns destes amigos são casados e têm filhos pequenos. Max, dono da casa,  é extremamente estressado e obsessivo. Tem padrões inflexíveis e é muito duro com amigos e familiares, deixando-os desconfortáveis.

Porém,  às vésperas da viagem, um dos amigos mais animados se acidenta e fica  em um CTI, em Paris, gerando algumas das reflexões mais importantes do filme

Amizade como um valor

Pessoas que têm uma vida significativa, valiosa, em geral têm bons relacionamentos. A amizade é um tipo de relacionamento dos mais valiosos, como demonstra o psiquiatra Robert Waldinger, que apresenta os resultados de uma pesquisa extensa sobre o que é uma vida boa .

Com os amigos a gente aprende  a respeitar as diferenças, a negociar. Por vezes, o rompimento de   uma amizade pode trazer uma dor mais profunda do que o término de um relacionamento amoroso.  

Mas, claro, há os momentos tensos. Como em vários outros filmes sobre reencontro de amigos adultos, assistimos às crises que  a convivência estreitada muitas vezes trazem.

Fatos passados há muito tempo também são revelados – ou questionados. No entanto, não se carrega no drama, havendo  mais momentos de humor (apesar de acridoce).

Até a Eternidade pode servir como filmoterapia. Trata não só de amizades, mas também sobre relacionamentos amorosos e de família. E também faz pensar sobre a finitude e a forma como se leva a vida, dia após dia. 

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Thays Babo é Mestre em Psicologia Clínica (Puc-Rio), na linha de Família e Casal. Tem formação em TCC pelo CPAF-RIO e extensão em Terapia de Aceitação e Compromisso pelo IPq (USP).

Atende jovens e adultos em terapia individual, terapia  de casal ou pré-matrimonial, em Copacabana.

Durante a pandemia de Coronavírus, os atendimentos são exclusivamente online.

Amizade de gente grande
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3 ideias sobre “Amizade de gente grande

  • 24/07/2012 em 16:24
    Permalink

    Oi, Thays
    Sempre vale a pena seguir suas dicas. Vou conferir.
    bjks
    Mariana

  • 24/07/2012 em 16:24
    Permalink

    Obrigada, pela visita e pelo comentário, Mariana! beijos!

  • 24/07/2012 em 16:24
    Permalink

    O filme é bonito visualmente, de fato: as primeiras cenas revelam as ruas de Paris, ao amanhecer… Lindo, lindo… E os atores? Hummmm… Mas o que chama atenção é a forma como um grupo de amigos se relaciona – e é essa dinâmica que o filme mostra de modo sensível – bem, às vezes beirando a um certo drama. Aqueles parisienses têm estilo e história pra contar…

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