A ansiedade tem sido uma das principais queixas que ouvimos nos consultórios de psicoterapia. Mas há alguém que não seja ansioso, hoje em dia? A vida corrida faz com que este mal aumente exponencialmente – principalmente nos grandes centros urbanos. Cada vez mais homens e mulheres são solicitados a ter um bom desempenho em todas as áreas da vida. Têm de ser ‘multitarefa’, ‘performar’ bem… Mas, além da exigência que os outros fazem e que se aceita, outros fatores externos contribuem para o aumento da ansiedade: violência da cidade grande, prazos cada vez mais curtos no trabalho, a intolerância cada vez maior por parte dos parceiros (de trabalho ou amorosos) – muitos também submetidos às pressões cotidianas… A lista de fatores que fazem a ansiedade aumentar é infindável. Não é por acaso que a indústria farmacêutica tem lucrado bastante com os psicofármacos.

Mas isto tem um preço que vai além do que se paga na caixa registradora da farmácia. Muitos medicamentos têm efeitos colaterais e interações medicamentosas que geram outros problemas. Tentar resolver apenas via medicina, muitas vezes, buscando uma receitinha, muitas vezes apenas mantêm os problemas onde eles estão. A vida pode ficar embotada para quem apenas se medica sem enfrentar a situação a sério.

Mas como minimizar a ansiedade , vivendo em um mundo ansiogênico?



Algumas abordagens clínicas, como a TCC, usam técnicas para amenizar a ansiedade. Mas, quem procura psicoterapia nesta área tem como vantagem aprender, a princípio no consultório, a enfrentar situações estressantes que aconteçam fora do setting terapêutico. Com os recursos e técnicas ensinadas, a pessoa se torna capaz de combater crises de pânico, quando elas aparecem fora do setting terapêutico.

Aliás, é importante poder diferenciar o que é uma ‘crise de pânico’ do que é ‘transtorno de pânico’. Como a mídia popularizou estas expressões, há quem já chegue ao consultório, diagnosticando-se e se definindo como portador do transtorno de pânico, que é bem incapacitante. Portanto, todo cuidado é pouco na hora dos diagnósticos.

Um dos melhores recursos naturais para combater ou prevenir ataques de pânico são os relaxamentos e técnicas respiratórias, como respiração diafragmática. Já está comprovada a relação entre a ansiedade e alterações na respiração. Tensa, a pessoa respira de forma mais curta, acelerada. Tirando a atenção e a concentrando na respiração, por exemplo, pode-se reduzir a ansiedade.



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Thays Babo é psicóloga, Mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio e atende no Centro .

Ansiedade: antecipação do futuro
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