Mesmo quem quer esquecer ou acha bobagem, já deve estar alerta para a proximidade do Dia dos Namorados, comemorado dia 12 de junho. Hoje em dia, com internet, está-se duplamente vulnerável, caso se considere também a comemoração na Europa e Estados Unidos, em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Nesta época, basta conectar, consumir mídia ou mesmo dar um pulinho no comércio local para ser bombardeado/a com mensagens amoroso-comerciais… Já falei sobre isto noutros posts, aqui no Confabulando, e nem vou repetir…. Confira o texto em http://www.analista.psc.br/blog/?p=842. Também listei filmes sobre relacionamentos amorosos. Uns fofos, outros mais densos e alguns ‘clássicos’, mas somente até 2009: http://www.analista.psc.br/blog/?p=918.

Quando sobrar um tempo (será que sobrará?) faço uma atualização com os filmes românticos aos quais assisti depois do post citado . O mais recente a que assisti foi a comédia romântica francesa Como arrasar um coração (L`arnacoeur) .

A sinopse é interessante: Alex Lippi é especialista em separar casais felizes. Em sua agência, conta com o apoio da irmã e do cunhado, super trapalhões, mas também bastante criativos e engraçados. A seguir, o trailer. Se não quer saber demais sobre o filme, pare aqui para não perder o efeito surpresa.

Alex tem suas condições éticas. Apesar de seduzir suas clientes – sempre com o mesmo discurso chavão (que pode incomodar as mulheres ingênuas na plateia, que já ouviram certamente algumas vezes e acreditaram) – nunca se apaixona ou consome a paixão.

Para ele, existem três tipos de mulheres: as infelizes, as que sabem que são infelizes e as que não sabem, mas são infelizes. Depois que consegue abalar as convicções da mulher a quem tem de seduzir, Alex sempre vai embora , deixando-as ‘despertas’ para um novo amor. Ou seja, todas as ‘vítimas’ – muitas vezes salvas de relacionamentos maçantes – podem recomeçar sua vida, mas sempre com outro. Mas, apesar de muito esperto e criativo, ou justamente por isto, Alex vive além dos orçamentos e está endividado além do possível.  O filme começa mesmo quando ele tem uma missão ‘impossível’.  Seduzir alguém que está apaixonada.

Não dá para falar muito, mas pode confiar, caso você goste de comédias românticas. O elenco é ótimo. E há cenas hilariantes, de gargalhar mesmo, sem aviltar a inteligência como algumas pretensas comédias românticas americanas. O roteiro brinca com o lado ‘brega’ que mesmo as pessoas mais sofisticadas ou cultas podem ter. Um destes ‘deslizes’, como se vê no trailer, é ter Dirty dancing como filme cult.

O filme trata da paixão, ou seja do amor romântico hollywoodiano e recorre aos estereótipos de filmes românticos. Dá para se divertir com a escolha sutil do nome “Juliette” e o nome do sedutor, italiano – só não vale acreditar que tudo é atingível na vida real, Mas é uma boa escolha para descontrair. Ah, e é rodado em Mônaco…

Deixe seus seus comentários sobre este filme nada cabeça e como você acha que os filmes românticos influenciam nas expectativas que desenvolvemos nos relacionamentos amorosos reais.

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Thays Babo é psicóloga e mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio. Atende no Centro do Rio e em Copacabana a adultos e jovens, em psicoterapia individual ou de casal.

Salvando – ou arrasando – corações

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