Em um só post falarei de vários filmes, tentando fazer um link com questões de psicologia que aparecem no consultório. Aguardo sua opinião!

Gostava de assistir à Cilada na TV, mas, no cinema, achei que a piada se esgotou em pouco tempo. Trata de uma tema bastante atual – a privacidade exposta na internet , que vem causando muitos problemas. É a famosa ‘sociedade do espetáculo’ : não se tem mais controle sobre o que pode ser publicado ou postado . Todo o cuidado com o que se diz, onde se vai ou com quem se está é pouco. É ainda mais difícil para os adolescentes, que nasceram já em uma sociedade interligada 24 horas por dia terem a noção do alcance da rede.

Ao mesmo tempo, não se pode ficar fora da rede impunemente e, por isto, tem de se achar o ponto de equilíbrio pra não se ficar paranóico. Ou seja, é um exercício e tanto de bom senso. O filme decididamente não comprou esta ideia. Tampouco focou nas disfunções sexuais (outra questão bastante comum no consultório), indo na linha de humor descompromissado. Para quem não viu, confira o trailer.



Depois disto, Amor a qualquer prova (no original, Crazy, Stupid, Love). Tá, outra bobagenzinha romântica. No Youtube tá categorizado como comédia dramática. Pode até ser, se a gente lembrar de como casamentos de longa duração às vezes caem e a gente não entende porquê. Algumas vezes falta sensibilidade, noutras criatividade para repensar o relacionamento e se colocar no lugar do outro. Ah, isto é fundamental:empatia, para todos os tipos de relacionamento. E afinar a comunicação, o que fica difícil demais sem uma ajuda de fora (psicoterapêutica), porque o ego joga contra, em geral.

Resumindo, a família Weaver, que tem Julianne Moore e Steve Carell como pais, entra em crise com a separação. Mas é toda bacana. Correndo por fora, a história dos adolescentes descobrindo a sexualidade também é engraçadinha. Julianne Moore está maravilhosa, como sempre, e continuo na torcida para que um dia – não por este filme, claro – a Academia lhe dê um Oscar. É pouco pra te tirar de casa? Tem também Ryan Gosling – que eu só descobri em Blue Valentine (vulgo Namorados para sempre, titulozinho ‘eca’)



(O que me chama a atenção é que tanto neste filme como em outro, que está pra entrar em cartaz, com o Tom Hanks e Julia Roberts, tem a mensagem: “mude de roupas e de sapato que você mudará e vai ser um sucesso”… Quem me conhece já sabe o que eu penso… Mas, fora isto, o filme tem umas cenas divertidas e uma trilha sonora legalzinha e dá pra aproveitar se você não for um adepto radical dos filmes de arte.

Se for, talvez você prefira as duas próximas dicas.

A primeira Um sonho de amor. Nesta eu caí feio. Assisti em um sábado daqueles em que realmente queria ver algo light. E este filme é super denso, daqueles a que você assiste pensando: ‘isto não vai acabar bem’. A categoria? Drama – e que drama! – familiar. Cenas lindíssimas, rodado na Itália, destacando Milão. Trilha e figurino ótimos. E o final… à la tio Boome (quem viu, vai entender).



Os dois filmes acima podem servir até como filmoterapia em terapias de casal, se manejado apropriadamente… Aliás, em ambos os filmes, os casais não recorrem à psicoterapia em momento algum. Nem individualmente, nem como casal.

E o último – que mereceria um post aprofundado, em outras épocas, é A árvore da vida. Até agora não encontrei consenso sobre este filme. E muita gente sai sem entender o filme. Algumas pessoas, antes mesmo que acabe. Confesso que no meio do filme eu pensei ‘o que eu to fazendo aqui?’. Uma amiga, que achou pretensioso, disse que parecia que estava vendo Discovery Channel que, decididamente, não é um canal onde eu sintonize … Eu ainda o estou processando, mas alguns personagens me comoveram – como, por exemplo, a mãe, cuja fé não foi abalada mesmo diante de uma tragédia que desmontaria qualquer uma. Os questionamentos dela – e de outros personagens – e a falta de respostas diretas é algo que aflige a muita gente. São os questionamentos de Jó. A dureza do pai (Brad Pitt) também é comovente. Quem não conheceu alguém assim? O filme é repleto de simbolismos e tem uma fotografia fantástica. Se você quer vê-lo, aproveite enquanto está nos cinemas. As pessoas que eu conheço que gostaram, veriam mais vezes até. Se eu pudesse dar um FFW na parte Discovery Channel… 😉 Gostaria de trocar ideias sobre este filme. Junguianos, em especial, serão muito bem vindos.



E você? Assistiu a algum destes? Ou outros? Deixe sua dica, conte de quais gostou. E se você discordou de tudo o que eu disse, mesmo assim mande sua opinião, vou responder assim que ler. Até o próximo post.

_____
Thays Babo é psicóloga, atua na abordagem TCC e é Mestre em Psicologia clínica. Atende no Centro do Rio

Atualizando
Classificado como:                                

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.