Peguei do JB, que pegou do Terra, que está apenas comentando uma matéria do jornal britânico Telegraph. Vamos comentar a lista de 20 hábitos que a internet modificou? Como quase sempre, o tom é de crítica, de paraíso perdido, como se a tecnologia superasse a vontade de cada um.


Confira 20 coisas que a internet está destruindo

Desde que o uso da internet se generalizou, há cerca de 10 anos, provocou grandes mudanças nas nossas vidas, algumas positivas, outras negativas. Tarefas que precisavam de dias para serem feitas, hoje são realizadas em segundos, enquanto tradições e habilidades que surgiram e cresceram ao longo dos séculos, hoje não passam de redundâncias.


Em uma reportagem especial publicada esta semana, o jornal britânico Telegraph compilou uma lista das 50 coisas que estão sendo destruídas pela internet, “desde produtos e modelos de negócios até experiências de vida e hábitos”. A lista inclui também algumas coisas que sofreram a influência de outros meios de comunicação modernos, como os telefones celulares e os sistemas de navegação GPS.


Confira abaixo uma lista reformulada e adaptada com 20 coisas, entre hábítos e posturas sociais, que a internet está destruindo. Meus comentários estão em parênteses, em itálico. Discorde, concorde, opine…

1 – A arte de discordar educadamente
As discussões insignificantes dos iniciantes do YouTube podem não ser representativas, mas certamente a internet aguçou o tom dos debates. O mundo dos blogs parece incapaz de aceitar as diferenças de opinião. E os trolls crescem em cada canto da web.
(alguém me conta correndo o que é troll???)

2 – Medo de ser a única pessoa do mundo não tocada pela morte de uma celebridade
O Twitter se tornou uma tribuna aberta para piadas sobre a morte de pessoas famosas. Algumas de muito mau gosto, mas um antídoto para o “luto” dos fãs que, de outra forma, predominaria.
( Pra mim, a internet só acelerou o processo. Piadinhas sobre a morte do Senna e outros etc já existiam, antes da internet)


3 – Ouvir um disco do início ao fim
Os singles são um dos benefícios improváveis da internet. Por um lado, não é mais preciso aguentar oito músicas chatas para poder ouvir uma ou duas que valem a pena. Mas, por outro lado, álbuns que valem a pena terão a audiência que merecem?


4 – Pontualidade
Antes dos celulares, as pessoas precisavam manter seus compromissos e chegar ao restaurante na hora certa. Enviar mensagens de texto cinco minutos antes para avisar os amigos do atraso se tornou uma das grosserias descartáveis da era da conectividade.
(Não concordo. Impontualidade já existia – brasileiros adoram!!! Sms pode reduzir ansiedade desnecessária. E será que os atrasos são decorrência da conectividade? Pra mim é o excesso de carros nos grandes centros? Tá cada dia mais difícil chegar na hora, mas, carros são símbolo de status, de que importa a participação que cada um tem de dar à natureza, não é mesmo?)



5 – Listas de telefone
Você pode encontrar tudo que quiser na internet, com dados muito mais completos do que as antigas e mofadas Páginas Amarelas.
(Discordo: às vezes é mais rápido ir no papel do que ligar computador, dar boot etc… Eu mantenho os catálogos, caderno de telefone e agenda… Se o micro der pau, não fico desesperada…)


6 – Lojas de música
Em um mundo onde as pessoas não estão dispostas a pagarem por música, cobrar delas R$ 30 por 12 músicas dentro de uma frágil caixa de plástico, definitivamente, não é um bom modelo de negócio.
(é algo a ser revisto… mas ainda gosto de ter cds não caseiros. E nunca piratas)


7 – Memória
Quando quase todo fato, não importa quão obscuro e misterioso, pode ser esmiuçado em segundos através do Google ou do Wikipedia, o “mero” armazenamento e recuperação de conhecimentos em sua mente se tornou menos valorizado.


8 – Concentração
Quem, entre o Gmail, o Twitter, o Facebook e o Google News, consegue trabalhar? Uma nova tendência de distúrbio de concentração que se desenvolve.
(concordo!!!!)


9 – Decorar números de telefone
Depois de digitar os números na agenda do seu celular, você nunca mais vai olhar para eles de novo.
(alguns eu prefiro saber de cór, pra não me desesperar caso o celular pife ou seja roubado. Ah, e se forem importantes, ganham lugar naquele caderninho de que falei lá em cima…)


10 – Teorias conspiratórias
A internet é constantemente repudiada como dominada por pessoas excêntricas, mas, ao longo dos anos, se mostrou muito mais propensa para desacreditar teorias conspiratórias em vez de perpetuá-las.


11 – Preencher formulários na última página dos livros
O mais próximo disso hoje são os serviços das livrarias virtuais como “Clientes que compraram este livro também compraram…”


12 – Álbuns de fotos e projeções de slides
Facebook, Flickr e sites de impressão de fotos como Snapfish são a nova maneira pela qual compartilhamos nossas fotos. No início deste ano, a Kodak anunciou estar descontinuando a produção do seu clássico filme Kodachrome por falta de demanda.


13 – Depender de agentes de viagens para marcar férias
Para embarcar em uma viagem de férias, não precisamos mais passar obrigatoriamente pelo agente de viagens, que tenta insistentemente vender aquele pacote “imperdível”. Sites especializados montam a viagem dos sonhos dentro do orçamento possível.


14 – Adolescentes ansiosos pela sua primeira Playboy
A onipresença de pornografia gratuita e pesada na internet acabou com um dos mais temidos ritos de passagem para os meninos adolescentes: a compra de revistas de pornografia. Por que tremer na fila para comprar a última Playboy se você pode baixar montanhas de obscenidades direto na sua cama?
(rituais eram importantes… Partilhar com os amigos as descobertas era muito melhor – mais saudável – do que a opção de descobrir (e se iludir) sozinho…)


15 – Relógios de pulso
Ficar mexendo no bolso para pegar seu celular pode não ser tão elegante quanto olhar para um relógio de pulso, mas é mais econômico e prático do que andar por aí com dois equipamentos.
(não sei se é pelo aspecto praticidade: tem muito a ver com a insegurança dos grandes centros urbanos. )


16 – Artistas ainda não descobertos
Colocar suas pinturas ou poemas online é tão fácil, que os artistas desconhecidos não têm mais desculpas.
(Acho um perigo, na época do cut and paste)


17 – Escrever cartas
E-mail é mais rápido, barato e conveniente. Receber uma carta escrita à mão de um amigo se tornou um prazer raro, e até nostálgico. Como consequencia, frases de despedida formais como “Com as melhores saudações” foram substituídas por um simples “Valeu”.
(ah, era tão legal o tempo das cartinhas. Vejam “Nunca te vi, sempre te amei”. Sempre adorei escrever e tinha um grande penfriend americano. Quando a internet começou, tentei reencontrá-lo, em vão. Há dias ele me reencontrou. 26 anos depois do último contato. Então, não tem porque não amar a Internet e suas possibilidades)


18 – Matar tempo
Quando foi a última vez que você passou uma hora olhando o mundo pela janela, ou lendo novamente seu livro favorito? A atração da internet sobre a nossa atenção é implacável e, cada vez mais, difícil de resistir.
(isto requer disciplina mesmo. E, se ficar difícil, apoio psicoterápico contra a cyber-addiction)


19 – Assistir televisão acompanhado
A internet permite que parentes e amigos assistam os mesmos programas em diferentes horários e em diferentes lugares, acabando com o significado daquele que foi um dos mais atrativos apelos culturais da classe média, a experiência compartilhada. Programas para assistir televisão juntos, se ainda existem, se limitam a eventos esportivos e reality shows.
(isto já tinha acabado muito antes, quando se determinou que a tv deveria sair da sala – uma para cada quarto…)


20 – O intervalo de almoço
Você deixa o seu computador para almoçar? Ou come um sanduíche enquanto responde e-mails pessoais e confere as últimas promoções de passagens aéreas?
(mais um hábito que depende da disciplina e do bom senso…)


Confira na íntegra em http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/06/e060928993.asp

Vida após internet

5 comentários sobre “Vida após internet

  • 14/09/2009 em 16:24
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    Bem legal… esse negócio da grosseria nas discussões é a coisa que mais me chama a atenção… o resto é meio “natural”… a minha impressão é que há uma “etiqueta nerd” nos relacionamentos de Internet, coisa que remonta à década de 90, quando salas de bate-papo e mailing lists de fãs-clubes dominavam a insipiente rede. Hoje, a Internet abriga todo tipo de gente, a web é o mundo – e este mundo corre sob a tal etiqueta de um bando de geeks (atualizando a expressão), uma etiqueta de intolerância e falta de respeito pela opinião alheia. O que é bem o contrário do poder democratizante que todo mundo atribui à Internet.

    Muito louco, não?

    Quanto ao cyber-addiction, tem que ter disciplina mesmo. O tipo mais difícil é aquele causado pela comodidade de um smart-phone. É por isso que evito mexer com essas coisas.

    Um abraço,
    Ricardo

  • 14/09/2009 em 16:24
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    Ainda sobre a grosseria nas discussões: a coisa que mais me deixa injuriado é quando eu entro no blog de gente muito respeitável – sei lá, Juca Kfouri, Marcelo Coelho (da Folha de São Paulo) – e vejo, nos comentários de cada post, um bando de gente que mal lida com a língua portuguesa descendo a lenha nos caras… além de tudo, é falta do que fazer, não?

  • 14/09/2009 em 16:24
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    Ricardo, smartphone, blackberry e afins são coisas que não tenho vontade de ter mesmo… em termos profissionais, é muitas vezes uma ascensão – mas eu acho que a invasão do tempo de lazer é ainda maior!

    Quanto aos agressores online, lá venho eu com explicação psi (mas sem defender… rsrsrs) . Como a web é democrática, todo mundo tem o direito aos tais 15 minutos de fama. Então, quem não tem como se destacar pelo que produz vai tentar chamar atenção pelo que destrói. Ainda que com total incompetência.

    Bem, na verdade, acho que o tempo já passou de 15 minutos para 15 segundos.

    obrigada pelo comentário!

  • 24/09/2009 em 16:24
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    Um fenômeno que a Internet conseguiu ampliar foi o da propaganda boca a boca. Aquela que é antiga e que sempre soubemos que é a melhor que existe.
    Pois é, nos sites especializados em discutir sobre determinados assuntos, é capaz de fazer um produto pouquíssimo conhecido fazer um mega sucesso e sumir das prateleiras da mesma forma como é capaz de deixar encostado produtos de marcas bem conhecidas e de marketing pra lá de badalado.

    Claro q eu não compro mais um batom ou uma tv sem saber a opinião de um modo geral.

  • 05/11/2009 em 16:24
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    Na minha opinião, a internet facilitou e muito a vida das pessoas que podem ter acesso desde um simples pc em sua casa ou um notbook.
    Também acho que a facilidade com que as pessoas tem de postarem suas fotos, videos etc. faz com que uma gama de besteiras infestem as telas de nossos pcs.
    Gostei de suas observações em relação a tudo que está aí, na net.

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