No final de 2019, estreou no Brasil o filme francês Encontros (Deux Moi). Impossível dissociá-lo de Medianeras, filme argentino de 2011.

Quase dez anos depois, aplicativos de relacionamentos mudaram bastante o comportamento amorosos. Aplicativos como TinderHappn além da rede social Facebook mudaram radicalmente a forma de se conhecer possíveis parceiro(a)s . E vieram para ficar – ainda que haja migrações para novos apps que vão surgindo.

Observe quando você estiver em um ambiente público: atualmente os olhos estão fixos nos smartphones. Perde-se muitas vezes o que está próximo. E isto é retratado nos dois filmes.

Encontros – ou “Dois Eu”

Mélanie e Remy, jovens solitários na grande Paris, são as personagens principais de Encontros. Sensíveis, introvertidos, não sabem como lidar com sua vida, profissional, familiar e amorosa.

Apresentam os mesmos “sintomas”: insônia, infelicidade, isolamento. Ambos recebem a sugestão de procurar atendimento psicológico. Ou seja, a ideia de buscar ajuda psi não parte de nenhum dos dois, não há de início muita auto observação ou autoconhecimento.

O papel da psicoterapia

Ambos resistem inicialmente a buscar ajuda psicoterapêutica. Como na vida real, pois ainda há a crença de que psicoterapia “é coisa para gente doida”. Precisam chegar a um limite, a um ponto em que “dá ruim”, a partir de onde não conseguem mais seguir.

Felizmente eles conseguem achar psis que os ajudam. Não ficam explícitas as abordagens psicológicas dos profissionais envolvidos. O terapeuta parece de uma abordagem cognitiva. Também não fica clara a referência teórica da psicanalista – que, em alguns momentos, deixa escapar suas posições pessoais – o que pode soar bem contrário à neutralidade proposta pela psicanálise.

Porém, na verdade, a abordagem teórica é menos importante do que o vínculo de confiança que se estabelece entre cliente/paciente e psi.

Como em Medianeras, de 2011, a psicoterapia tem papel importante para os protagonistas. Outra semelhança é que são jovens solteiros e solitários, que se cruzam e não se veem.

Deixe aqui suas sugestões de filmes ou séries que apontem a importância do cuidado com a saúde mental.Denunciar

Thays Babo é Psicóloga Clínica, Mestre pela Puc-Rio, com formação em TCC e extensão em Terapia de Aceitação e Compromisso pelo IPq (USP), membro da ACBS (Association for Contextual Behavioral Science. Atende a jovens e adultos em terapia individual, de casal e pré-matrimonial,  em Copacabana.

Durante a pandemia de coronavírus, todos os atendimentos são online. 

Encontros – o Medianeras francês?
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