Será que posso confiar na minha agenda para a lista dos filmes que vi em 2010? O Confabulando acabou servindo de memória, já que resenhei vários destes filmes aqui – até para poder fazer esta retrospectiva. Se quiser ler os comentários anteriores, basta fazer uma busca. A ordem é mais ou menos cronológica porque nem tudo estava listado na agenda e fui lembrando aos poucos.

Segue abaixo a lista com os 35 filmes que vi nos cinemas em 2010. Faltou muita coisa boa e espero um dia compensar.

A lista é bem eclética mas, em 2010, predominaram os filmes comerciais. Faltaram alguns bem recomendados que eu já tinha mencionado na época do Oscar (A Fita Branca, O Mensageiro e O Direito de Amar, a que assisti no final do ano, em DVD). Não fiquei nem um pouco a fim de ver Avatar , Tropa de Elite 2 (não vi o 1), nem o Guerra ao Terror.

Infelizmente este ano não deu para ir ao Festival do Rio, por conta do trabalho. ¬¬ Mas não vou reclamar por isto, claro!

  • Amor sem Escalas (Up in the Air) – torci muito por ele na premiação do Oscar. Ótimo drama, mas, que eu me lembre, não levou nada…
    Nine – a primeira decepção do ano. Elenco ótimo, mas…
    Idas e Vindas do Amor
    Educação
    Coração Louco (Jeff Bridges levou Oscar de Melhor Ator por este filme.)
    Um homem sério
    Simplesmente Complicado
    Histórias de Amor
    O Segredo dos seus Olhos – pra mim, o melhor a que assisti em 2010
    Um Sonho Possível
    Histórias de Amor duram apenas 90 minutos – do premiado diretor e roteirista Paulo Halm 🙂
    Tudo pode dar Certo
    Uma Noite Fora de Série (que me perdoem por isto…)
    Quincas Berro D´Água
    O preço de uma Paixão (título horrível, fim pavoroso)
    O Escritor Fantasma (final fraco também)
    Sex and the City 2 (no comments)
    O Brilho de uma Paixão
    Flor do Deserto – muitíssimo bom
    A Origem (deveria ser visto só no cinema… na telinha não é a mesma coisa)
    Cartas para Julieta (quase sei os diálogos de cor: além de ter visto no cinema, era o filme que passou tanto na ida quanto na volta da minha viagem…)
    Chico Xavier
    Cartas para Julieta
    Nosso Lar
    Quando me apaixono (esqueçam o título em português e fiquem com o ‘Then she found me’ – ou melhor “Então ela me encontrou”)
    Comer rezar amar
    O Solteirão (título original bem melhor: The Solitary Man)
    Cartas de Chico Xavier
    Minhas Mães e meu Pai
    Você vai conhecer o Homem dos seus Sonhos (bom ano, com 2 Woody Allen no cinema, mesmo não sendo os melhores de sua carreira)
    Harry Potter 🙂
    Um Homem Misterioso
    A Vida durante a Guerra
    A Rede Social
    O Ciúme mora ao Lado

Se você quiser comentar ou sugerir algum, que ainda não tenha sido resenhado aqui, fique à vontade. É só clicar no título acima que abrirá uma caixa para o seu texto. Assim que eu o ler, aprovo.

Um 2011 cinematográfico pra você, com mais romance e comédia na sua vida. Que os dramas fiquem nas telas.

——–
Thays Babo é psicóloga e Mestre em Psicologia Clínica, pela Puc-Rio. Atualmente, atende no Centro do Rio.

De volta a 2010 – no cinema

4 comentários sobre “De volta a 2010 – no cinema

  • 04/01/2011 em 16:24
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    Thays, nao vi todos os que vc viu. Mas adoro listas. E lah vao minhas impressoes. Concordo com vc sobre O segredo dos teus olhos – foi o melhor de 2010. Na minha opiniao, seguido de Brilho de uma paixao, e Amor sem escalas. Acho que andei romantica neste ano. Sabe que, fora o final previsivel, gostei muito de Cartas para Julieta? Achei a ideia muito interessante, e Vanessa Redgrave e Franco Nero, o casal do ano. Lindos. Minhas decepçoes foram A rede social e Comer, Rezar, amar. O primeiro porque achei que o roteiro leva as pessoas aas mesmas reflexoes de sempre, uma armadilha desnecessaria, jah que a historia em si jah teria sido interessante. Li que a tal namorada, o motor da obra de Mark no filme, sequer existiu na realidade. Isso esvazia um pouco a principal critica que o filme parece desejar: a solidao de amigos e amores de verdade. Comer, rezar, amar se perde. A mensagem sobre a busca de si mesma, para mim, perde a força quando a protagonista resolve a questao se dando ao luxo de viajar um ano inteiro para paises exoticos. Se eh assim… teremos muito a resolver antes de buscarmos a nos mesmos. Julia Roberts, muito bem como sempre, mas Bardem nao convence como brasileiro cuca-fresca. Do Woody Allen, vi Tudo pode dar certo. Acho que ele estah saudosista de seus filmes das decadas de 1970 e 1980, mas gostei muito. Irmaos Cohen com Um homem serio, para mim, soh nao foi totalmente decepcionante, porque jah nao esperava tanto mesmo… Tb nao fui ao Festival, mas sempre fico com agua na boca. Beijo, Thays.

  • 04/01/2011 em 16:24
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    Cá entre nós, também gostei do “Cartas”, Solange. Eu adoro filmes românticos, mesmo os previsíveis, não gosto é dos efeitos depois… Anos de terapia pra resolver estas questões…

    Quanto às suas duas decepções, apesar de eu já ter falado exaustivamente sobre ambas nos respectivos posts, não vou deixar de falar mais um pouquinho…

    Assisti a “Comer rezar amar”, cheia de expectativa (principalmente pelo rezar) . Olha, a ideia de viajar pra se encontrar não me desagrada, não, hein? É um bom pretexto… Mas, claro, como os grandes mestres falam, não adianta muito. Ou como Jung falou “Quem olha pra fora, sonha; quem olha pra dentro, desperta”. A pessoa tem de se encontrar em si mesma e isto pode ser em qualquer quartinho, mesmo em casa. Ela levou tempo… E, assim mesmo, sei lá… Enfim, não tive empatia de cara com a personagem por uma série de questões que a gente pode debater no próximo encontro. Mas ouvi dizer que o roteiro deixou de fora muita coisa interessante do livro, que não li. Javier é o máximo mas concordo que neste caso foi muito apelativo colocá-lo como o brasileiro . Eu gostei mesmo da cena final dela com o guru de Bali. Foi a cena que , pra mim, salvou o filme. Ali sim, despertou minha empatia com a questão de conciliar as práticas, sair e voltar ao equilíbrio.

    Quanto à “Rede Social”, eu adorei. Também li que a namorada não existiu, e passei a encarar a história como ficção… Até porque foi baseada na versão do Eduardo. Não sei se o Mark é tão desajustado e antissocial como aparece ali. Apesar do foco ser a solidão de amigos e amores, gosto de pensar em como a história pessoal dele (por não ser aceito, não ‘pertencer ao clube’ etc) impactou na vida de todos nós que estamos na rede. E de certa forma, tento resistir a isto, mesmo sabendo que é meio impossível, estando nela… Acho interessante ver que existe uma geração que busca o sucesso a qualquer preço e tento, no mínimo, desenvolver uma empatia por ela: por mais dinheiro que tenham, tem sempre algo faltando.

    O “Tudo pode dar certo” tem ótimos momentos, sim, mas não me empolgou tanto assim. Gostei bastante da Melody incorporando o discurso do Boris sem saber do que se tratava, rsrsrs

    Quanto a “Um homem sério”, achei intrigante. Fiquei intrigada até hoje, saí com uma interpretação do filme mas que não deve ter nada a ver com o objetivo dos Coen. Que pode ser apenas o de provocar a cara de ‘hein’ com que as pessoas saíram do cinema.

    Vamos ver se a gente marca um cineminha agora em 2011! Beijos e obrigada pela visita!

  • 10/01/2011 em 16:24
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    Te recomendo “O direito de amar”, que vi no último fim de semana. Filme triste, mas com um visual muito bem trabalhado – coisas de Tom Ford… Acho que você vai gostar.
    Em relação à sua lista, vi quase todos, e concordo contigo sobre “Comer, rezar, amar”… Decepcionante para quem leu e se emocionou com o livro. Da lista, “Amor sem escalas”, “Educação”, “O segredo de seus olhos” e a comédia romântica “Simplesmente complicado” foram meus favoritos. Estou louca para ver “Cartas para Julieta” – a Clara me cobra isso diariamente… Essa semana, sem falta, vejo o filme…
    Adoro listas também e listas cinematográficas são tudo de bom!
    Beijocas,
    Claudia.

  • 11/01/2011 em 16:24
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    Claudinha,
    eu também gosto das listas, facilitam bastante para quem lê – deu foi trabalho pra organizar…
    Eu teria de fazer outra lista de filmes que vi em vídeo, mas nem todos anotei… Um deles, mais recentemente, foi justamente O direito de amar, do qual gostei bastante. Menos daquele final, que achei totalmente improvável e desnecessário…
    Obrigada pela visita e comentário e depois me diga se gostou de Cartas (tremendo ‘hidromel’, mas bonitinho… )
    beijos

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