Entre o amor e a Paixão nos deixa a sensação amarga de que os relacionamentos amorosos sempre se encaminham do mesmo modo, de que não há nada a se fazer. Será?

Pessoalmente, não concordo. Nosso modo ‘default’, hoje em dia, de agir na base do piloto automático, talvez ainda mais acentuado nas novas gerações, faz com que não consigamos muita flexibilidade ou habilidade. Ou quem sabe seja culpa do excesso de romantismo comercial? Ou, ainda, somos todos muito hedonistas e, frente às dificuldades, resolvemos pegar a saída pela direita, por não tolerarmos ou conseguirmos enfrentar conflitos com outros ideais?


Pensar sobre os inícios dos relacionamentos amorosos e sobre o que se deseja realmente permite ampliar um pouco mais a discussão. Pode ser justamente o desconhecimento do/a outro/a e também de nós mesmos, de nossos desejos e anseios – que nos precipitam nos relacionamentos. Tentamos dar conta de papéis sociais. Tentamos pertencer, nos enquadrar. E, muitas vezes, dar conta da solidão.

Claro que as decisões sempre dependerão de onde se mora, da idade e também da classe social. No filme, não se sabe muito de como foi o início do casamento de Margo. Todo o resto é inferência.

Abaixo, o trailer do filme – ah, a trilha sonora merece atenção especial…






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Thays Babo é psicóloga e Mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio, associada da ATC-Rio. Atende no Centro (Rio)

Precisa ser sempre assim?

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