Encerrei meu ano ‘cinematográfico’ com Ela vai, estrelado pela diva Catherine Deneuve. Assim como Belos Dias, com Fanny Ardant, que comentei há alguns meses, fiquei pensando que as mulheres francesas se dão muito mais ao direito de serem felizes, ainda que envelhecendo. Se o cinema for mesmo um espelho da sociedade, as mulheres francesas lidam com culpa de forma totalmente diferente – sem culpas? Sofrem, claro, como todo mundo, mas dão a volta por cima – aparentemente mais rápido do que as brasileiras.

O filme é um ode às mulheres maduras, que se arriscam. Não são as mesmas mulheres amalucadas que vemos no cinema brasileiro, mal resolvidas demais. Decididamente, este não é um filme “mulherzinha”, é um filme “mulheraço”.

Faltam personagens como ela por aqui. Será culpa dos roteiristas, dos diretores ou do público daqui, que adora o besteirol nacional? Talvez faltem mais diretoras para serem fiéis ao que vai na alma feminina… Enfim, fica o convite para debater este e os filmes anteriores – mas, como hoje é dia 31 de dezembro, por motivos óbvios, não me estenderei…

Ah, e uma dica para as mulheres em vias de se aposentar: comprem uma passagem para o interior da França. 🙂







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Thays Babo é psicóloga, Mestre em Psicologia Clínica e associada a ATC-Rio

Mulheres francesas
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